Quatro anos após a morte de Tainah Luz Brasil Rocha, a família finalmente acompanha a realização do julgamento das duas mulheres acusadas pelo crime. O júri popular de Fernanda Maria Lobão Ayres e Geovana Thaís Vieira da Silva está marcado para esta quarta-feira (9), a partir das 9h, na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.

Tainah morreu em 16 de maio de 2022, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), após ser encontrada gravemente ferida na residência de uma das acusadas, no bairro Mocambinho, na zona Norte da capital. Segundo informações do processo e do laudo pericial, ela sofreu 13 golpes de arma branca em diferentes partes do corpo.

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O pai da vítima, o jornalista Marcelo Rocha, voltou a falar sobre a perda da filha e destacou a longa espera da família por uma resposta da Justiça.

“É uma dor muito grande”, relatou o jornalista ao relembrar os acontecimentos que marcaram a família.

Segundo Marcelo, a família foi informada sobre o estado de saúde de Tainah depois que ela foi encontrada ferida. Vizinhos teriam ouvido gritos durante a madrugada e acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com o relato do pai, quando uma vizinha entrou na residência acompanhada de uma familiar, encontrou Tainah caída e gravemente ferida. Ainda segundo ele, a filha teria pedido ajuda e afirmado que estava sendo ameaçada.

A polícia e o SAMU foram acionados e Tainah foi encaminhada para atendimento médico. Apesar dos esforços da equipe de saúde, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Acusadas respondem por homicídio qualificado

Fernanda Ayres e Geovana da Silva foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio qualificado. A acusação aponta qualificadoras relacionadas a motivo fútil, meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

As duas mulheres, que mantinham um relacionamento na época dos fatos, apresentaram suas versões durante o processo. As circunstâncias do crime e as diferentes versões apresentadas serão analisadas pelos jurados durante o julgamento.

Após a prisão, as acusadas chegaram a ser liberadas em audiência de custódia. Entre os argumentos considerados naquele momento estavam a ausência de antecedentes criminais, residência fixa e o fato de serem estudantes.

Família espera pelo julgamento

Marcelo Rocha afirma que a família passou os últimos quatro anos aguardando o julgamento e espera que o processo tenha uma conclusão dentro da Justiça.

“Há quatro anos nós esperamos que a justiça seja feita, que tenha um julgamento, que as acusadas sejam ou não condenadas, mas que seja feita a Justiça dos homens. A Justiça de Deus vai acontecer”, declarou.

Tainah havia concluído o curso de Direito e morava em Curitiba. Ela estava em Teresina durante um período de férias e, segundo o pai, costumava reencontrar antigos colegas dos tempos de escola.

Foi durante uma dessas ocasiões que ocorreu o episódio que terminou com sua morte.

Para a família, o julgamento representa não apenas uma etapa judicial, mas também a esperança de obter respostas sobre uma perda que, quatro anos depois, ainda provoca profunda dor.

“Só nós sabemos o que é perder um filho. Eu peço a Deus que isso nunca aconteça com você”, afirmou Marcelo Rocha ao falar sobre o sofrimento enfrentado desde a morte da filha.

Fonte das informaçõesMeio News