Lei cria diretrizes permanentes para o futebol feminino no Brasil Norma estimula igualdade salarial para atletas de futebol feminino
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
Leia a seguirConfira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (29)O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (28), a lei que estabelece diretrizes nacionais e permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil . A Lei nº 15.522 traz uma série de atribuições para o Estado, para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e para os clubes.
“Nós queremos que as mulheres conquistem espaço em todo mercado de trabalho, toda atividade política, em toda atividade profissional e toda atividade esportiva. Não há porque a mulher ser tratada de forma inferior”, disse Lula.
A lei estabelece que clubes formadores de novos atletas devem manter também uma equipe feminina, e assegura às organizações esportivas formadoras de futebol feminino os mesmos direitos e benefícios conferidos às entidades formadoras do futebol masculino.
Caberá ao Ministério do Esporte estimular a participação de meninas no futebol , o fortalecimento das competições de formação em todas as idades e o apoio à criação e à manutenção de equipes profissionais e de base.
O ministério ainda deverá articular, junto com os clubes e a CBF, protocolos de prevenção e enfrentamento ao racismo, discriminação, preconceito e violência contra as mulheres. Essas medidas de proteção abrangem atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras, gestoras, profissionais de educação física e demais mulheres que atuam no futebol.
O ministério também deverá estimular parcerias entre escolas, universidades e clubes na identificação e formação de novos talentos no futebol feminino. E também apoiar a capacitação e empregabilidade de mulheres nos outros aspectos do jogo, como na arbitragem, gestão técnica, direção esportiva, entre outras funções.
A nova lei também altera a Lei das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF). Agora, um clube que queira se tornar uma SAF deverá formar atletas de futebol feminino e masculino, ou apenas feminino.
“A mudança dá respaldo legal à formação de atletas profissionais por estruturas empresariais dedicadas exclusivamente ao futebol feminino”, esclarece o governo.
O Poder Executivo encaminhou o projeto de lei para o Congresso Nacional em setembro de 2025. Em 2 de setembro deste ano, o texto concluiu sua tramitação no Legislativo, sendo aprovado na Câmara e no Senado, indo à sanção presidencial.
A sanção da lei ocorre no âmbito da organização da próxima Copa do Mundo Feminina , que ocorrerá no Brasil em 2027. E em seu texto também há a previsão da elaboração de um plano de legado social, esportivo e financeiro que deve ser deixado pelo torneio.
A Copa do Mundo Feminina 2027 será realizada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Conmebol anuncia datas e horários das semifinais da Copa Libertadores
Câmara aprova lei com medidas para promover futebol feminino no país
Maracanã será palco de abertura da Copa Feminina de Futebol de 2027
Lula Futebol Feminino futebol Copa do Mundo de Futebol Feminino
Radioagência Flávio Bolsonaro busca suspender liberação de post sobre Nossa Senhora
TV Brasil Proibição das bets: mais de 500 sites irregulares são derrubados
Justiça TSE recebeu mais de 50 mil denúncias de propaganda irregular
Justiça Sociedade civil rebate Anatel sobre internet grátis na eleição
Justiça Zanin libera acesso gratuito a sites da Justiça Eleitoral nas eleições
Saúde Lei define padrões de qualidade a hospitais particulares
Esportes Após empate frustrante, Brasil reencontra Austrália em novo amistoso
Economia Dólar sobe para R$ 5,22 e atinge maior nível desde março





