O Portal Eva News preparou este texto a partir das informações divulgadas por G1.
Por Márcio Falcão , Isabela Camargo , Fábio Amato , Camila Bomfim , Mariana Laboissière , g1, TV Globo e GloboNews — Brasília 09/09/2026 08h55 Atualizado 09/09/2026 O ministro Flávio Dino, do STF, determinou na quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF. A medida suspende os efeitos de decisão do ministro André Mendonça. O magistrado anterior havia decretado o afastamento preventivo dos delegados federais. Andrei Rodrigues recorreu alegando prejuízos a investigações em andamento sob relatoria de Dino.
Leia a seguirSaiba quem disputa o governo estadual em PernambucoEntre elas, a análise de material sobre filme da trajetória de Jair Bolsonaro. Dino apontou que o Partido Novo não possui legitimidade legal para pedir medidas cautelares no processo penal. A legenda tem candidatura própria à Presidência da República. O ministro ressaltou que a paralisação da inteligência da PF comprometeria apurações urgentes.
Ele citou casos como o assassinato da vereadora Marielle Franco. Dino determina reintegração de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), determinou na quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. Dessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo ( entenda mais abaixo ).
Na ordem dirigida ao presidente da República — autoridade competente para a nomeação do comando da PF —, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados. Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal — Foto: Reprodução/TV Globo O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. A decisão de Dino foi tomada a partir de um recurso de Andrei. O diretor da PF alegou que a decisão de Mendonça prejudicava o andamento de uma apuração de relatoria de Dino , que é análise de material de um instituo ligado a produtora que produziu o filme "Dark Horse," que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dino autorizou que a PF tivesse acesso a busca realizada pela Polícia Civil de SP . 🔎Andrei alegou ao Supremo que sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do partido Novo, o que não seria viável ( entenda mais a seguir ). Críticas a André Mendonça : 'Decisão em causa própria' Ao analisar o pedido, Flávio Dino fez críticas à decisão anterior do ministro André Mendonça.
Dino classificou a ordem de paralisação dos relatórios de inteligência como uma medida inédita na história da Polícia Federal, ressaltando que eventuais divergências pessoais não justificam a interrupção dos trabalhos da corporação. "Compreende-se que o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. ] não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais", registrou Flávio Dino. RELEMBRE: Ala no STF defende análise de informações sobre crise entre Moraes e Mendonça somente após as eleições 'Como se houvesse um único julgador a envergar a toga do STF' O relator enfatizou que a atividade de inteligência policial é pilar essencial do Sistema Único de Segurança Pública e não pode ser suspensa pela vontade de um único magistrado.
Dino ressaltou que a paralisação imposta por Mendonça atinge centenas de apurações cruciais — como o caso Marielle Franco e esquemas de venda de decisões judiciais —, além de afetar diretamente diligências urgentes sob a sua própria relatoria. "Não é cabível que investigações urgentes [... ] sejam interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal [... ] com a determinação de suspensão de atividades de inteligência [...
], como se houvesse um único Inquérito e um único julgador a envergar a toga do STF", enfatizou o ministro. Ilegitimidade de partido político no processo penal Ao analisar o pedido, Flávio Dino ressaltou que o Partido Novo não possui legitimidade legal para solicitar medidas cautelares de natureza pessoal no âmbito do processo penal. Segundo o relator, o Código de Processo Penal (CPP) reserva essa prerrogativa à autoridade policial e ao Ministério Público. Dino assinalou também a inapropriação do pedido feito por uma agremiação partidária durante a corrida eleitoral, lembrando que a legenda possui candidatura própria à Presidência da República.
"Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita [... É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar", afirmou o ministro na decisão. Diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, é ouvido na CPI do Crime Organizado — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Competência do Plenário e imparcialidade Outro ponto central da decisão envolve a competência jurisdicional. Dino relembrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já havia instaurado um pedido para submeter ao plenário da Corte a análise sobre os relatórios de inteligência da corporação.
Segundo o relator, por figurar como interessado no procedimento do presidente do STF, o ministro André Mendonça não poderia decidir monocraticamente sobre a matéria . A decisão faz referência ainda a posicionamentos do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, e a uma carta pública assinada por ex-presidentes e ministros aposentados do STF nesta terça, defendendo que o tema seja deliberado pelo conjunto dos ministros. Risco de colapso em investigações em curso Flávio Dino enfatizou que a paralisação da Diretoria de Inteligência da PF e o afastamento de sua cúpula comprometeriam centenas de investigações urgentes. O ministro citou apurações de grande impacto público — como o assassinato da vereadora Marielle Franco, esquemas de negociação de decisões judiciais e fraudes financeiras — que dependem da atuação contínua da inteligência policial.
Outro ponto é que, Dino observou que a conduta do diretor-geral se restringiu ao cumprimento de ordens judiciais emanadas pelo ministro Alexandre de Moraes. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para solicitar a suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues , alegando indevida invasão de prerrogativa do Poder Executivo, nesta terça. No pedido, o órgão sustentou que a nomeação e a exoneração do chefe da corporação constituem atribuição própria da direção superior da administração pública, privativa do Presidente da República, e alertou que a interrupção abrupta do comando compromete a continuidade das atividades essenciais de inteligência e segurança pública. Antes da decisão liminar de Flávio Dino, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, havia concedido um prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifestasse sobre o pedido da AGU.
A cobrança de posicionamento ocorreu no âmbito do recurso em que o governo apontou invasão de competência do Poder Executivo e pediu a recondução imediata do diretor-geral da corporação O gabinete do André Mendonça comunicou que foi comunicado na noite desta terça, por volta das 22h, sobre o prazo. Até a última atualização desta reportagem, o diretor-geral da PF não tinha respondido às tentativas de contato do g1 e TV Globo . - Esta reportagem está em atualização De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Para se inscrever, entre ou crie uma conta Globo gratuita.
Jornalismo Quaest: veja como está o 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro em SP, MG, RJ, PE e DF Esporte Tchamba é o primeiro jogador do Remo convocado para uma seleção principal na história Entretenimento Elton John deixa o Brasil em cadeira de rodas após show babilônico no Rock in Rio; veja melhores momentos CNI, Fiesp e outras entidades cobram resposta urgente do STF à crise Fachin dá 72 h para Mendonça se manifestar sobre o afastamento de diretor da PF Há 2 horas 'Escalada da guerra interna': o que disse a imprensa internacional Há 2 horas STF em ebulição: a guerra deflagrada entre ministros da Corte DUAILIBI: Mendonça recorre a precedentes de Moraes para afastar Andrei Há 30 minutos SADI: ala da campanha de Lula defende tomar distância de Moraes Há 30 minutos FELIPE NUNES: virada numérica em MG acende alerta para Lula Campanha de Flávio pede cassação da chapa Lula-Alckmin Há 7 horas Presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões com campanha; veja despesas Quaest: veja como está a corrida presidencial em SP, RJ, MG, PE e DF Há 37 minutos Homem que sequestrou jovem é preso; vítima pulou de carro em movimento Mulher diz ter sido ameaçada por médium após denunciar fraudes Laudo aponta hematomas e cabelos soltos na roupa de esposa de PM morta Suspeito vai para a prisão de tenente acusado de feminicídio Há 3 horas





