A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Piauí em 2026 reúne candidatos de diferentes partidos e segmentos. Entre os nomes ligados diretamente ao meio evangélico estão Pastor Sena, do Avante, ligado às Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, e Irmão Evandro Marques, do Democracia Cristã (DC), ligado à Assembleia de Deus Missões.
Os dois candidatos já aparecem em pesquisas eleitorais realizadas no Estado.
Leia a seguirSaiba quem disputa o governo estadual em PernambucoEm levantamento do Instituto Amostragem, realizado entre 7 e 12 de julho, Pastor Sena registrou 4,97% dos votos válidos no cenário para o Senado. O resultado foi divulgado em julho e também repercutido por veículos de comunicação do Piauí.
Já Irmão Evandro Marques apareceu com 1% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada em 22 de agosto. O levantamento entrevistou 826 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PI-06656/2026 e BR-05672/2026.
Os resultados mostram que os dois candidatos ligados ao segmento evangélico já foram incluídos em levantamentos de intenção de voto, embora em patamares diferentes conforme a pesquisa e o período de realização.
Lideranças evangélicas dialogam com outros candidatos
Paralelamente à presença de candidaturas oriundas do meio evangélico, lideranças religiosas do Piauí também vêm mantendo diálogo com candidatos de outras siglas.
Na segunda-feira (7), o candidato ao Senado Júlio César (PSD) reuniu mais de 70 pastores em Teresina para discutir demandas apresentadas pela comunidade evangélica. Segundo relatos publicados sobre o encontro, participaram lideranças de diferentes denominações da capital e do interior. Entre os temas abordados estavam ações sociais, defesa da família e representação política.
O encontro ocorreu em um hotel na zona Leste de Teresina e foi apresentado como uma reunião para ouvir reivindicações e pautas das lideranças religiosas. A reunião, por si só, não comprova que todos os participantes tenham formalizado apoio eleitoral à candidatura de Júlio César.
O episódio recoloca em discussão a relação entre as igrejas e a política partidária no Estado, especialmente diante da existência de candidatos ao Senado que possuem trajetória diretamente vinculada às denominações evangélicas.
Apoios políticos e o caso Ciro Nogueira
Outro nome que mantém diálogo com setores do eleitorado evangélico é o senador Ciro Nogueira (PP), candidato à reeleição.
Ciro foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, relacionada às investigações envolvendo o Banco Master. Segundo reportagens baseadas nas investigações, a PF apura suspeitas de benefícios financeiros e possível atuação do senador em favor de interesses relacionados ao banco. A defesa de Ciro Nogueira nega que ele tenha participado de atividades ilícitas.
As investigações ainda estão em andamento e não representam condenação judicial.
O caso passou a integrar o ambiente político da eleição justamente em um cenário no qual diferentes candidatos buscam o apoio de segmentos organizados da sociedade, entre eles as comunidades religiosas.
Evangélicos disputam espaço na eleição para o Senado
A presença de Pastor Sena e Irmão Evandro Marques coloca candidatos ligados às Assembleias de Deus diretamente na disputa pelas duas cadeiras que estarão em jogo no Senado pelo Piauí.
Além deles, outros nomes também aparecem nas pesquisas. No Datafolha de agosto, Ciro Nogueira e Marcelo Castro registraram 16% cada, enquanto Júlio César apareceu com 14%. Em seguida, Tiago Junqueira marcou 4%; Jorge Lopes e Danniel Rocha tiveram 2%; e diversos candidatos, incluindo Irmão Evandro Marques, apareceram com 1%.
Na pesquisa Amostragem realizada em julho, Pastor Sena apareceu com 4,97%, enquanto outros candidatos também foram testados no levantamento.
Os números evidenciam que o cenário para o Senado permanece distribuído entre diversos candidatos e que os resultados variam conforme o instituto, período de coleta, metodologia e cenário apresentado aos entrevistados.
Debate sobre representação política
A participação de candidatos oriundos das igrejas também alimenta um debate sobre a representação política do eleitorado evangélico no Piauí.
De um lado, estão candidatos que possuem trajetória diretamente vinculada às denominações religiosas. De outro, candidatos tradicionais da política estadual buscam construir alianças e dialogar com lideranças das igrejas.
A reunião realizada por Júlio César com mais de 70 pastores demonstra que o segmento religioso permanece sendo um espaço importante de diálogo político durante a campanha.
Ao mesmo tempo, a presença de Pastor Sena e Irmão Evandro Marques nas pesquisas demonstra que existem opções eleitorais oriundas do próprio segmento disputando diretamente as cadeiras do Senado.
A decisão sobre quais candidatos receberão os votos, entretanto, caberá individualmente aos eleitores, dentro do processo eleitoral de 2026.
Pesquisa e cenário eleitoral
Os números das pesquisas devem ser analisados considerando a data em que foram realizados os levantamentos. A pesquisa Amostragem que registrou 4,97% para Pastor Sena foi realizada em julho, enquanto o Datafolha que apontou 1% para Irmão Evandro Marques foi realizado em agosto. Portanto, os percentuais não devem ser tratados como se fossem resultados de um mesmo levantamento ou de uma mesma fotografia eleitoral.
Com a campanha em andamento, novos levantamentos poderão alterar o cenário e mostrar a evolução das intenções de voto entre os candidatos.






